O teu/a filho/a disse-te que é trans? Estás no sítio certo.

É normal ter perguntas, dúvidas, medo. O que importa é informar-se.

Reunimos os recursos científicos mais importantes para te ajudar a compreender, apoiar e acompanhar o teu/a filho/a no seu percurso.

Perguntas frequentes

As perguntas que todos os pais fazem. Respostas baseadas na investigação científica.

Como sei se o meu/a filho/a é trans?

Não existe um teste definitivo. A identidade de género é uma experiência pessoal. A melhor forma é escutar, criar um espaço seguro e, se necessário, recorrer a um profissional especializado.

É apenas uma fase?

A investigação mostra que a identidade de género se consolida entre os 3 e os 5 anos. Os adolescentes que expressam uma identidade trans de forma persistente e coerente raramente mudam de ideia. O apoio familiar é o fator mais importante para o seu bem-estar.

O que posso fazer como pai/mãe?

Escutar sem julgar, usar o nome e os pronomes pedidos, informar-se a partir de fontes científicas e procurar o apoio de profissionais especializados. O apoio familiar reduz drasticamente o risco de depressão e ansiedade.

O meu/a filho/a terá de fazer intervenções médicas obrigatoriamente?

Não. A transição é um percurso pessoal e não implica necessariamente intervenções médicas ou cirúrgicas. Cada pessoa escolhe o seu próprio caminho. Para os menores, nenhum protocolo prevê intervenções irreversíveis.

Como devo lidar com o nome e os pronomes?

Usar o nome e os pronomes escolhidos pelo teu/a filho/a é um dos gestos mais importantes que podes fazer. A investigação demonstra que o respeito pela identidade reduz significativamente a ansiedade e a depressão. Se te enganares, corrige-te sem dramatizar e segue em frente.

Devo dizer à escola?

A decisão é do teu/a filho/a. Muitas escolas têm protocolos para o uso do nome escolhido. Conversem em conjunto e, se decidirem avançar, peçam uma reunião com a direção da escola.

A culpa é minha de o meu/a filho/a ser trans?

Não. A identidade de género não é causada pela educação, pelo ambiente familiar ou por experiências traumáticas. A investigação científica indica uma forte componente biológica, com fatores genéticos e hormonais pré-natais. Não é culpa de ninguém: é simplesmente parte de quem é o teu/a filho/a.

A quem posso recorrer para apoio profissional?

Procura psicólogos ou psicoterapeutas com experiência em identidade de género. Existem centros especializados em muitas regiões. As associações de pais de pessoas trans também podem oferecer apoio entre pares e orientação.

E se depois mudar de ideia?

A taxa de detransição é inferior a 2-3% segundo as meta-análises mais recentes, e na maioria dos casos deve-se a pressões sociais, não a uma mudança de identidade. Os percursos para menores são graduais e reversíveis: começa-se pela escuta e pelo apoio psicológico, sem pressa.

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